cartaz


As Crónicas de Nárnia: O Príncipe Caspian
(The Chronicles of Narnia: Prince Caspian)

2008
 
M/6
147 min.
De: Andrew Adamson
Com: Ben Barnes, Skandar Keynes,
William Moseley


Joy Division

2007
 
M/16
93 min.
De: Grant Gee
     


Vigilância
(Surveillance)

2008

M/18
98 min.
De: Jennifer Lynch
Com: Julia Ormond, Bill Pullman,
Pell James


Grande Moca, Meu! A Fuga
(Harold & Kumar Escape from Guantanamo Bay)

2008

M/16
102 min.
De: Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg
Com: Jon Cho, Kal Penn, Neil Patrick
Harris
     


Abrigo
(Riparo - Anis Tra di Noi)

2007
 
M/16
100 min.
De: Marco Simon Puccioni
Com: Maria de Medeiros, Anna Liskova,
Mounir Ouadi


Alucinação
(Shrooms)

2006

M/16
86 min.
De: Paddy Breathnach
Com: Lindsey Haun, Jack Huston,
Max Kasch


Tropa de Elite
2007
 
M/16
115 min.
De: José Padilha
Com: Wagner Moura, André Ramiro,
Caio Junqueira
     


Procurado
(Wanted)
2008

M/16
110 min.
De: Timur Bekmambetov
Com: James McAvoy, Morgan Freeman,
Angelina Jolie
    


Os Amores de Astrea e de Celadon
(Les Amours d'Astrée et de Céladon)
2007
  
M/12
109 min.
De: Éric Rohmer
Com: Andy Gillet, Stéphanie
Crayencour, Cécile Cassel
     


Os Bórgia
(Los Borgia)
2006

M/16
120 min.
De: Antonio Hernández
Com: Sergio Múñiz,
Sergio Peris-Mencheta, Lucía Jiménez


O Panda do Kung Fu
(Kung Fu Panda)
2008

M/4
93 min.
De: John Stevenson e Mark Osborne
Com: Jack Black, Dustin Hoffman,
Angelina Jolie (vozes)
     


Brincadeiras Perigosas
(Funny Games)
2007
    
M/18
113 min.
De: Michael Haneke
Com: Naomi Watts, Tim Roth, Michael
Pitt
    


Hancock
2008

M/12
95 min.
De: Peter Berg
Com: Will Smith, Charlize Theron,
Jason Bateman
     


Houdini – O Último Grande
Mágico
(Death Defying Acts)
2007
 
M/12
97 min.
De: Gillian Armstrong
Com: Catherine Zeta-Jones, Guy
Pearce, Timothy Spall
     


Speed Racer
2008

M/6
135 min.
De: Andy Wachowski e Larry Wachowski
Com: Emile Hirsch, Christina Ricci,
Matthew Fox
     


O Orfanato
(El Orfanato)
2007
 
M/12
105 min.
De: Juan Antonio Bayona
Com: Belén Rueda, Fernando
Cayo, Roger Príncep
     


O Meu Irmão é Filho Único
(Mio Fratello è Figlio Unico)
2007
 
M/12
100 min.
De: Daniele Luchetti
Com: Elio Germano, Riccardo Scamarcio,
Angela Finocchiaro
     


Treze Badaladas
(Trece Campanadas)
2002

M/16
108 min.
De: Xavier Villaverde
Com: Juan Diego Botto, Luis Tosar,
Marta Etura


Obsessão Mortal
(The Flock)
2007

M/18
105 min.
De: Wai-keung Lau
Com: Richard Gere, Claire Danes,
Ed Ackerman


Padrinho... Mas Pouco
(Made of Honor)
2008
 
M/12
101 min.
De: Paul Weiland
Com: Patrick Dempsey, Michelle
Monaghan, Kevin McKidd


O Acontecimento
(The Happening)
2008
 
M/12
91 min.
De: M. Night Shyamalan
Com: Mark Wahlberg, Zooey Deschanel,
John Leguizamo
     


Alexandra
(Aleksandra)
2007
 
M/12
95 min.
De: Aleksandr Sokurov
Com: Galina Vishnevskaya, Vasily
Shevtsov, Raisa Gichaeva
     


O Incrível Hulk
(The Incredible Hulk)
2008

M/12
114 min.
De: Louis Leterrier
Com: Edward Norton, Liv Tyler,
Tim Roth
     


Sexo e a Cidade
(Sex and the City)
2008

M/12
148 min.
De: Michael Patrick King
Com: Sarah Jessica Parker, Kim
Cattrall, Kristin Davis, Cynthia Nixon
     


Os Reis da Rua
(Street Kings)
2008

M/12
112 min.
De: David Ayer
Com: Keanu Reeves, Hugh Laurie,
Chris Evans


Um Belo Par... de Patins
(Forgetting Sarah Marshall)
2008

M/12
112 min.
De: Nicholas Stoller
Com: Jason Segel, Kristen Bell,
Mila Kunis
     


O Coração da Terra
(El Corazón de la Tierra)
2007
 
M/12
103 min.
De: Antonio Cuadri
Com: Catalina Sandino Moreno,
Sienna Guillory, Joaquim de Almeida


Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
(Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal
Skull)
2008

M/12
124 min.
De: Steven Spielberg
Com: Harrison Ford, Karen Allen,
Cate Blanchett
     


Lars e o Verdadeiro Amor
(Lars and the Real Girl)
2007

M/12
106 min.
De: Craig Gillespie
Com: Ryan Gosling, Emily Mortimer,
Paul Schneider
     


O Segredo de Um Cuscuz
(La Graine et le Mulet)
2007

M/12
151 min.
De: Abdel Kechiche
Com: Habib Boufares, Hafsia Herzi,
Farida Benkhetache
     


A Ronda da Noite
(Nightwatching)
2007
     
M/12
134 min.
De: Peter Greenaway
Com: Martin Freeman, Emily Holmes,
Eva Birthistle
     


Loucuras em Las Vegas
(What Happens in Vegas...)
2008

M/12
99 min.
De: Tom Vaughan
Com: Cameron Diaz, Ashton Kutcher,
Rob Corddry


Homem de Ferro
(Iron Man)
2008

M/12
127 min.
De: Jon Favreau
Com: Robert Downey Jr, Terrence
Howard, Jeff Bridges
     


A Última Cartada
(21)
2008

M/12
123 min.
De: Robert Luketic
Com: Jim Sturgess, Kevin Spacey,
Kate Bosworth


Blade Runner
1982

M/12
117 min.
De: Ridley Scott
Com: Harrison Ford, Rutger Hauer,
Sean Young
     


88 Minutos
(88 Minutes)
2008
 
M/12
108 min.
De: Jon Avnet
Com: Al Pacino, Alicia Witt, Leelee
Sobieski


Donkey Xote
2007
 
M/4
90 min.
De: Jose Pozo
Com: Andreu Buenafuente, David
Férnandez, Sonia Ferrer (vozes)


Horton e o Mundo dos Quem
(Horton Hears a Who)
2008

M/4
88 min.
De: Jimmy Hayward e Steve Martino
Com: Jim Carrey, Steve Carell,
Carol Burnett (vozes)
     
 |

Em exibiÇÃO

(Recuso-me a escrever aqui o título português
deste filme.)
Renato
Carreira

Começo com uma ameaça. Pessoa que traduziu o título
de Harold
and Kumar Escape from Guantanamo Bay, dirijo-me a ti. Vou
descobrir como te chamas, onde moras e far-te-ei uma espera.
A seguir, despejo-te um frasco de caramelo inteiro pela cabeça
abaixo e atiço-te um formigueiro. De formigas tão más que só
existam em documentários da BBC. Depois rio-me enquanto te vejo
sofrer. E invento títulos giros para o teu sofrimento. Vai ser
um fartote. Nem sequer sei se és a mesma pessoa que baptizou
o filme original ou se apenas te limitaste a seguir o molde.
Isso não poderá servir-te de desculpa. Além disso, se vier a
descobrir que andas há décadas a congeminar títulos desnecessariamente
"criativos" apenas porque achas que os filmes se tornam assim
mais apelativos para o público nacional (não tornam, apenas para
retardados mentais como tu ), terei de te matar.
Acredito que a vida humana é preciosa, mas também acredito que
há limites. Feita a ameaça, sigamos em frente. É muito fácil
olhar para Harold
and Kumar Escape from Guantanamo Bay, mesmo com o título original (quem
fizer questão de saber qual é o título português, queira consultar
a coluna aqui ao lado), e
torcer o nariz. Já o era com o filme que o antecedeu (Harold
and Kumar Go to White Castle). Mas peço-vos um esforço. Suponhamos
que todos os géneros cinematográficos podem produzir bons filmes.
Incluindo aqueles géneros que não dão qualquer status a quem diz
apreciá-los. Tal como o género da comédia adolescente brejeira.
Supondo que esta afirmação absolutamente hipotética fosse verdadeira,
dificilmente teríamos melhor exemplo do que o Harold
and Kumar original.
Original, inteligente na sua baixeza, com situações de
comédia real e não apenas sequências intermináveis de rábulas escatológicas
e dois protagonistas perfeitos. Este novo capítulo fica uns bons
degraus abaixo do seu antecessor, mas vai tendo o apelo acrescido
do tema e o prazer malévolo que se tem ao ver um conjunto de assuntos
lamentavelmente actuais tratados com tanto arrojo e com uma perspicácia
que poderá passar despercebida aos menos atentos.
Classificação: 
Topo

Joy Division
Gonçalo
Trindade

Joy Division, de Grant Gee, é um
notável documentário sobre aquela que foi uma das
mais influentes (e, na minha opinião, melhores) bandas dos
anos 80. Entrevistando os membros que restam da banda (que formaram
depois os também muito conhecidos "New Order"),
revisitando a cidade que viu a banda nascer (Manchester dos anos
70), mostrando o percurso da banda, Gee cria um documentário
com um verdadeiro poder emocional e narrativo. De facto, toda a
influência
e toda a qualidade dos Joy Division é aqui revelada, num
documentário que mostra não só a banda em
si, mas também a sua relevência social. Joy
Division é não só sobre a banda
que dá o título ao filme, mas também sobre
a própria
indústria musical da altura, e sobre a forma como a banda
se contextualizava dentro da mesma.
Não idolatra, apenas humaniza (tal como
Control, complementando-se mutuamente o documentário e
o filme de Corbijn) e informa. Tudo isso de forma
perfeita e impressionante a nível visual (é um
estilo único dentro do género) e sonoro (ouvir
aquelas músicas no cinema...). É um
documentário talvez tão importante como a banda em
si. Imperdível não só para os fãs da
banda, mas também para os fãs de música em
geral. Ou seja, é para todos. E mostra, de facto, que o
legado dos Joy Division se mantém (digam lá se aquele
momento com a intersecção entre os New Order e os
Joy Division não comove...).
É o melhor documentário que jamais
poderiam ser feito sobre os Joy Division, e um exemplo a seguir
para os filmes do género.
Classificação: 
Topo

DVD

Fixação Oral
(Gilda)
Pedro Figueiredo

Um par de anos mais tarde Sansão teria
o seu momento de vingança, quando Orson Welles, em sofisticados
preliminares do divórcio que se avizinhava, descolorisse
e deitasse abaixo a juba de Rita Hayworth para as filmagens de
A Dama de Shangai. Em 1946, porém, Rita era uma fera ruiva
que abatia as presas com uma sacudidela de cabelo. E Gilda era
anunciada: uma mulher como nunca houvera.
O argumento não é mais do que mediano, e estou a ser simpático.
Dois homens, um casino, negócios escuros, uma mulher. Cenários
aprazíveis, vestidos elegantes, um strip tease figurado. Mais elemento,
menos elemento, é uma história filmada dúzias de vezes.
O que torna Gilda um filme digno de nota, o que faz de Gilda mais do que somente
Rita, é a perversidade rancorosa que anima as personagens, o desdém,
a raiva, a mágoa vingativa, o ciúme, e uma multiplicidade de jogos
verbais e visuais que fazem o espectador questionar a sua própria perversidade.
É certo que um charuto, por vezes, é só mesmo um charuto,
mas em Gilda fuma-se realmente demasiado. São demasiados indícios,
e demasiado óbvios. O primeiro pode passar despercebido, o segundo pode
levantar apenas uma vaga suspeita, mas a meio do filme começa a ser difícil
conter o impulso de voltar ao início, conferir um diálogo, rever
uma cena... E se cada um sabe de si, e Freud sabe de todos, a vós me confesso:
para já nem falar nas óbvias referências homossexuais, eu
cá contei quatro broches.
Classificação: 
Gilda
De: Charles Vidor
Com: Rita Hayworth, Glenn Ford, George Macready
Origem: Ano: 1946
Topo

notícias

Leterrier partilha pormenores do
seu Choque de Titãs

O realizador francês de O Incrível
Hulk falou
ao site francês Ecranlarge do
seu remake do clássico de 1981. Sem levantar muito o véu,
Louis Leterrier foi dizendo que será uma nova abordagem
e não um remake fiel, garantindo que, ao contrário
de boatos que circulam, não será filmado exclusivamente
contra ecrã azul (como
sucedeu com 300. Merecedora de destaque é também
a intenção
anunciada de homenagear o trabalho de Ray Harryhausen, o homem
por trás da animação stop-motion responsável
em grande parte pelo sucesso do filme original.

Em
exibiÇÃO

Os Amores de Astrea e de Celadon
Renato
Carreira

Algures na Gália romana existe uma região
povoada apenas por pastores e druidas. Aldeias inteiras de pastores
tocando pífaro e dados à contemplação
e aos sonetos e o ocasional mosteiro de druidas e respectivas filhas
envoltas em túnicas diáfanas. É
nessa região peculiar e nesta realidade histórica
duvidosa que se desenrola o romance da bela Astrea e do não
menos belo Celadon. Não que os restantes pastores e pastoras
sejam uns camafeus. Antes pelo contrário. Todos têm
tez clara (menos o único pastor brejeiro
e rude, claro está), expressão plácida, cabelos
generosos e guarda-roupa de teatro amador elaborado por uma costureira
especializada em terilene e sem grandes conhecimentos de história
do vestuário.
O último filme do veterano Éric Rohmer tem a esperada
perfeição
plástica,
partindo de L'Astrée,
romance francês do século XVII, sem tentar aproximar
o rocambolesco enredo amoroso da nossa realidade. Quando Astrea
decide repelir Celadon por o ter visto atrás de uma árvore
na companhia de uma pastora e este, desgostoso, se atira ao rio,
sendo resgatado por uma beldade que se afeiçoa a ele e decide
mantê-lo preso no
seu castelo, não importará sequer que isto tudo nos
dê vontade
de trepar para o ecrã e incendiar o cenário bucólico
para ver se aquela gente se deixa de lirismos. Quem conseguir ignorar
esse impulso e sobreviver ao arrastar dos vinte minutos iniciais
(pronto... dos quarenta) será premiado com uma experiência
cinematográfica
de valor artístico indesmentível. Se alguém preferir
gauleses mais mexidos, talvez seja melhor ficar-se pelos livros
do Astérix.
Classificação: 
Topo

Tropa de Elite
Renato
Carreira

Depois de Cidade de Deus, o cinema brasileiro
parece ter feito uma descoberta. "Quer dizer", diz o senhor produtor
brasileiro com aspirações, "que essa violência urbana que nos rodeia
não é só motivo para ter vergonha e para morar em condomínios-fortaleza
mas também podemos fazer filmes sobre ela? Que legal!" A receita
é infalível. Se, para tentar atingir o mesmo realismo e calibre
violento, os produtores de Hollywood têm de abandonar o solário
e aprovar a mais recente aglomeração de todos os modelos já esgotados,
os brasileiros precisarão apenas de abrir uma janela, espreitar
para fora e contar os enredos potencias visíveis à vista desarmada.
Enquanto tentam não levar um tiro, claro. Porque é assim o Brasil.
Sem exageros. Qual Iraque, qual quê! As comparações entre Cidade
de Deus e Tropa
de Elite ficarão por aqui. Se o primeiro era um entrelaçar
de histórias humanas num cenário de violência extrema, o segundo
será um entrelaçar de episódios de violência extrema num cenário
onde vai havendo um ou outro ser humano (estão lá para servir
de alvo). O filme é baseado no livro Elite da Tropa (não
é piada, juro), da autoria de um sociólogo e de dois antigos oficiais
da temida unidade de elite da polícia militar brasileira, o BOPE,
assim chamado porque "bope!" é o som que faz um crânio
humano ao ser atingido por uma bala (ou porque significa Batalhão
de Operações Policiais Especiais, escolham a explicação mais apetitosa).
A história do espartano Capitão Nascimento (Wagner Moura com a
sua paradoxal face imberbe) e dos dois
jovens e idealistas recrutas do BOPE é sólida e agradará
bastante aos apreciadores de cinema balístico, mas, quem esperar
reflexão ou a correspondência plena ao mediatismo internacional
que o filme traz consigo (venceu o Urso de Ouro em Berlim), talvez
saia da sala um pouco desiludido.
Classificação: 
Topo

notícias

Robert Downey Jr. quase confirmado como
o Sherlock Holmes de Guy Ritchie

O realizador Guy Ritchie (Snatch e Lock,
Stock and Two Smoking Barrels) tem andado a congeminar
uma nova abordagem ao célebre detective, supostamente mais negra
e mexida e não tão puramente cerebral como as anteriores, e a
sua escolha de protagonista não foi tão elementar como se poderia
esperar. Em vez de um actor britânico, Ritchie deseja ver Robert
Downey Jr. com o chapéu de caçador e o cachimbo, não se deixando
amedrontar pela nacionalidade americana. O actor está a finalizar
as negociações com a Warner Bros e o filme terá estreia marcada
para 2009.

Darren Aronofsky discute Robocop com
a MGM

O desejo de ressuscitar Robocop nos ecrãs já não
é novo e tudo indica que o projecto irá mesmo para a frente (já
se angariam financiadores). A novidade está no realizador que se
tem monstrado interessado em liderar o remake. Darren Aronofsky
(com reputação de visionário conquistada com filmes como Pi
ou Requiem for a Dream) e a MGM estão em fase de
esgrimir ideias e esperam-se novidades para breve. A data provisória
de estreia é 2010.

Em
exibiÇÃO

O Panda do Kung Fu
Renato
Carreira

Um dos problemas das grandes produções
de animação
é que, por vezes, tamanha é a preocupação
em aplicar ao máximo
todas as potencialidades da tecnologia e em criar bonecos enternecedores
(que darão brindes chamativos para os Happy Meals da McDonald's)
que se esquece o resto. E o resto será uma história
com grau de complexidade que consiga agradar a espectadores de
idade superior a três anos, um enredo minimamente racional,
personagens com alguma profundidade e situações que
suscitem uma gargalhada ocasional e não apenas gemidos de "oooooooooh,
que fofinho". Felizmente, O
Panda do Kung Fu tem tudo isto e também o tal aproveitamento
das imensas potencialidades tecnológicas ao dispor dos animadores
dos nossos dias. Jack Black (a voz do panda Po) e Dustin Hoffman
(a voz do mestre Shifu) assumem o essencial da empreitada, secundados
por um elenco de peso (Angelina Jolie, Jackie Chan, Lucy Liu e
os comediantes Seth Rogen e David Cross), ainda que devam ter sido
pagos à palavra, visto que nenhum deles diz mais do que
meia dúzia
de frases durante o filme todo. Quem optar pela versão dobrada,
poderá deliciar-se com as vozes de Marco Horácio,
José Raposo,
Fernanda Serrano e Joaquim de Almeida. No fundo, é como
comparar uma ária de Verdi a um peido.
Classificação: 
Topo

Brincadeiras Perigosas
Renato
Carreira

Qual será o propósito de pegar num
dos melhores e mais originais filmes da década de noventa
e fazer um remake, passados apenas onze anos, assinado pelo mesmo
realizador, com a mesma história, a mesma sucessão
de eventos (ao milímetro), os
mesmos diálogos, os mesmos cenários, os mesmos planos,
a mesma banda sonora, o mesmo guarda-roupa e actores parecidos?
As diferenças
mais notórias (salvo falhas de memória) serão a consola
PSP que o filho do casal segura no início do filme e que
ainda não existia
em 97, o telemóvel mais moderno e o cão da família
que, se bem me lembro, era um pastor alemão no original.
Ah. E, claro, o facto de o filme se passar nos Estados Unidos e
não na Alemanha (ainda
que a paisagem envolvente seja uma cópia quase perfeita)
e de ser protagonizado por actores americanos e não por
actores alemães
e austríacos, sendo que os primeiros, por maiores que sejam
os seus méritos, abdicam de representar para arremedar o
elenco original, tão próxima é a colagem.
Ainda que não se possa dizer que é um
filme mau, mesmo sabendo a comida requentada para quem conhece
o original, mantém-se a incredulidade. Porquê? Apenas
porque alguém
achou que o público americano é alérgico a
filmes falados noutras línguas que não a sua e entendeu
que deviam ter oportunidade de ver este? Perfeitamente aceitável.
Só que nós não temos nada a
ver com o assunto.
Classificação: 
Topo

DVD

Plástico
(A Primeira Noite)
Pedro
Figueiredo

The Graduate, que recebeu o muito desinteressado
título português A Primeira
Noite, é um
filme sobre angústia, solidão, carência, e
plástico. Abre com o regresso de Benjamin (Dustin Hoffman,
em início de carreira) a casa dos pais, após ter
terminado a universidade, numa sequência que Tarantino viria
a homenagear, como soi dizer-se, em Jackie Brown. Benjamin, apavorado
e confuso, tenta decidir o que fazer da vida e da carne. Não
creio que chegue a decidir porra nenhuma, mas vai fazendo disparates
(designadamente sexo) e vai desenvolvendo sentimentos (optimisticamente,
amor) ao som de Simon & Garfunkel. Não parece mesmo
nada, mas é uma comédia. Uma dorida comédia.
O crítico dirá que tal se deve ao facto de a vida
ser uma coisa dolorosa mas cómica, ou talvez dolorosa porque
cómica. E dirá que é um filme de geração,
totalmente datado. Eu,que não sou crítico mas ainda
respiro, digo que vi bastantes filmes bem melhores do que este,
mas poucos de que goste mais do que deste. Talvez que a frase não
faça grande sentido. Talvez que o filme também não.
Mas há poucas coisas que façam sentido na vida para
além do riso e do plástico.
Serviços de valor
acrescentado:
- Art Garfunkel (o Garfunkel dos Simon & Garfunkel)
seria, poucos anos volvidos, um dos protagonistas de um outro filme
do mesmo Mike Nichols, chamado "Iniciação
Carnal". Nunca vi. Tenho medo que o iniciado seja o Garfunkel, e que a carnalidade
seja exposta.
- Para os leitores com menos reflexos, com software
menos adequado, ou sem pilhas no telecomando: sim, avançando
fotograma a fotograma consegue ver-se a Anne Bancroft nua. E não
digam que é um duplo, que eu perdi uma
tarde nisto e mereço alguma compensação.
Classificação: 
A Primeira Noite (The Graduate )
De: Mike Nichols
Com: Anne Bancroft, Dustin Hoffman, Katharine
Ross
Origem: Ano: 1967
Topo

quote du Jour

Ghost World
Nuno
Silva

Ghost
World, a fabulosa BD de Daniel
Clowes viu a sua transposição para película
ser feita em 2001 pela mão de Terry
Zwigoff.
Ignorado por muitos, elogiado por outros, Ghost World é uma
visão desencantada do fim da adolescência e de todos
os problemas que isso acarreta. Apesar do tom agridoce transmitido
praticamente durante toda a acção é impossível
não se sentir um certo aperto no estômago quando tudo
termina.
Rebecca: This is so bad it’s almost good.
Enid: This is so bad it’s gone past good and back to bad again.
Topo

Em
exibiÇÃO

O Coração da Imagem
(Speed Racer )
Gonçalo
Trindade

Nunca houve nada como Speed Racer. É provável
que jamais volte a haver algo como Speed Racer. Os irmãos
Wachowski fizeram aqui algo de verdadeiramente incrível,
um filme único, uma verdadeira delícia visual, que
prende o espectador do início ao fim com as suas constantes
imagens em movimento, de uma energia e espectacularidade verdadeiramente
notável. Mas aquilo que é talvez o mais notável
em Speed Racer, aquilo que o torna o grande filme que é (será provavelmente
dos melhores que verei este ano), é o facto de visualmente
ser incrível, sim... mas a história tem um coração
enorme. A corrida final tanto delicia os olhos como coloca o espectador
a torcer pelo herói, comovendo-o com a sua história
e as suas personagens. O visual é incrível, sim...
mas também o é o coração desta maravilhosa
história sobre a importância da família, o
poder da arte acima da indústria, e a descoberta de objectivo
pela qual passam todos os jovens. As suas personagens não
sao simples "objectos", simples dispositivos feitos para
dar uma história a um filme ao qual só interesa
o visual. Aqui as personagens são, de facto, personagens...
com profundidade, humanidade... e o visual do filme alia-se ao
coração da história. Completam-se.
Speed Racer é, pois, tecnicamente magnífico (desde
o bom trabalho de Hirsch até à bela banda-sonora
de Giacchino), único (confirmação da mente
visionária dos Wachowski... já mencionei que sou
dos poucos que adorou toda a trilogia Matrix?), tem um grande e
belo coração e é, quanto a mim, dos filmes
que mais recordarei com afecto quando este ano cinematográfico
tiver passado. Não sei se será o melhor blockbuster
do ano (veremos no final do Verão... e ainda vamos ter o
Wall-E...), mas será sem dúvida, no mínimo
dos mínimos, o mais único e o mais ambicioso.
Classificação: 
Topo

Houdini
- O Último Grande Mágico
Renato Carreira

O
Houdini de Death Defying Acts é um homem que
se aborrece facilmente. Viajar constantemente pelo mundo, ser
acorrentado pelos pés debaixo de água ou com um
colete de forças
vestido, emergindo
triunfante como o maior escapista de todos os tempos acaba
por cansar e não admira que o pobre homem procurasse distrair
a mente com outros assuntos menos aborrecidos. Por exemplo, com
a ambição de provar ou negar a possibilidade de
contactar o espírito dos mortos
através da oferta de uma recompensa aos médiuns
que a isso se prestassem. Para esse fim, recorre ao
estratagema de encerrar num cofre um envelope lacrado contendo
as últimas palavras que a sua mãe lhe dirigiu e
esperando que alguém lhas consiga repetir. A candidata
seleccionada para a proeza é Mary McGarvie (Catherine
Zeta-Jones), uma vidente, embusteira e dançarina exótica,
que costuma actuar em palcos de variedades com a filha Benji
(Saoirse Ronan) como assistente. Estariam reunidas as condições
para um thriller pseudo-sobrenatural emocionante, uma espécie
de novo The Prestige, mas Gillian Armstrong não
se quis ficar por aí. O ilusionista obcecado pela mãezinha
e a vigarista acabam por se apaixonar e os diálogos melosos
sucedem-se com a rapidez de truques de mão. Guy Pearce é competente
como Houdini, sem fazer esquecer o desgraçado protagonista
de Memento ou o/a Felicia de Priscilla, Rainha do
Deserto. Catherine Zeta-Jones está perfeita no papel
de Catherine Zeta-Jones, mesmo com o sotaque escocês, e
a jovem Saoirse Ronan, que tão bem esteve em Expiação,
consegue irritar apenas ligeiramente como uma espécie
de Oliver Twist de saias (mas com calções e sem
ser órfã).
Classificação: 
Topo

dvd

Polícia Violento
Renato
Carreira

A postura do cidadão comum perante o agente
policial alterna entre dois grandes moldes genéricos. Por
um lado, quando nos sentimos oprimidos pela lei e pelos seus executores,
achamos que estão por todo o lado, à caça
das nossas falhas e com a punição
pronta. Quando é o outro extremo do espectro a oprimir-nos,
a coisa muda de figura e parece-nos que os polícias nunca
estão onde são
precisos e nunca são tão duros como deveriam ser.
Azuma, o protagonista de Polícia Violento agradaria
aos cidadãos que
se deixam dominar temporariamente por este segundo estado de espírito.
Aos outros, nem por isso. Bem-humorado entre amigos e colegas,
sempre de sorriso pronto e palavra afável, irmão
extremoso de uma jovem com problemas psiquiátricos, transforma-se
perante os malfeitores (e o seu conceito de malfeitor é muito
abrangente) num bruto implacável
que prefere pontapear alguém nos dentes primeiro e pensar
no assunto depois. Primeiro filme realizado por Takeshi Kitano,
provavelmente com o recorde para maior número consecutivo
de tabefes aplicados a uma mesma personagem (vinte e três).
Classificação: 
Polícia Violento (Sono Otoko, Kyôbô ni Tsuki)
De: Takeshi Kitano
Com: Takeshi Kitano, Maiko Kawakami, Makoto Ashikawa
Origem: Ano: 1989
Topo

|
destaques
Lista: Filmes
de Polícias
Lista: Filmes
de Ladrões
5 Elementos: Tom Cruise
5 Elementos: John Travolta

A caminho

24 de Julho
Eu Servi o Rei de Inglaterra

O Cavaleiro das Trevas

Baile de Outono

14 de Agosto
WALL-E


25 de Julho
The X-Files: I Want to Believe

American Teen

Baghead
.jpg)
título atroz
-quadro de honra das piores traduções de títulos
do cartaz nacional-
Grande Moca, Meu! A Fuga (Harold & Kumar
Escape from Guantanamo Bay)
Um Belo Par... de Patins (Forgetting
Sarah Marshall)
Padrinho... mas Pouco (Made of Honor)
Houdini - O Último Grande
Mágico (Death Defying
Acts)

links

Cartaz
Cinedoc

Listas
Filmes
de Polícias
Renato
Carreira
Não fui eu, senhor agente. Juro que não. Foi aquele
tipo com ar suspeito ali do outro lado da rua. A carteira? Achei-a
no passeio, pois então. E já não tinha dinheiro dentro. Nem cartões.
Serpico

1973
De: Sidney Lumet
Com: Al Pacino, John Randolph,
Jack Kehoe
*
Entre Inimigos
(The Departed)

2006
De: Martin Scorsese
Com: Leonardo DiCaprio, Jack Nicholson,
Matt Damon
*
Robocop

1987
De: Paul Verhoeven
Com: Peter Weller, Nancy Allen,
Ronny Cox
*
A Fúria da Razão
(Dirty Harry)

1971
De: Don Siegel
Com: Clint Eastwood, Harry Guardino,
Reni Santoni
*
LA Confidencial
(LA Confidential)

1997
De: Curtis Hanson
Com: Kevin Spacey, Russell Crowe,
Guy Pearce

Filmes
de Ladrões
Renato
Carreira
A bolsa ou a vida. Hmm? Peço desculpa. Expliquei-me
mal. A bolsa e a vida. Ah!
Cães Danados
(Reservoir Dogs)

1992
De: Quentin Tarantino
Com: Harvey Keitel, Tim Roth,
Michael Madsen
*
Dois Homens e Um Destino
(Butch Cassidy and the Sundance Kid)

1969
De: George Roy Hill
Com: Paul Newman, Robert Redford,
Katharine Ross
*
Infiltrado
(Inside Man)

2006
De: Spike Lee
Com: Denzel Washington, Clive
Owen, Jodie Foster
*
Ocean's 11

2001
De: Steven
Soderbergh
Com: George Clooney, Brad Pitt,
Matt Damon
*
O Caso Thomas Crown
(The Thomas Crown Affair)

1999
De: John McTiernan
Com: Pierce Brosnan, Rene Russo,
Denis Leary
5 elementos
Tom
Cruise
Gonçalo Trindade

Top Gun
1986
     
*

Nascido a 4 de Julho
(Bourn on the 4th of July)
1989
     
*

De Olhos Bem Fechados
(Eyes Wide Shut)
1999
     
*

Relatório Minoritário
(Minority Report)
2002
     
*

Missão Impossível 3
(Mission Impossible III)
2006
     

John
Travolta
Renato
Carreira

Febre de Sábado à Noite
(Saturday Night Fever)
1977
     
*

Grease
1978
     
*

Pulp Fiction
1994
     
*

Terra - Campo de Batalha
(Battlefield Earth)
2000
     
*

Uma Canção de Amor
(A Love Song for Bobby Long)
2004
     

pesquisa
os filmes de:
Maria Melo
Professora
*
Eduardo Mãos de Tesoura
(Edward Scissorhands)

1990
De: Tim Burton
Com: Johnny Depp, Winona Ryder,
Dianne Wiest
*
Lost in Translation

2003
De: Sofia Coppola
Com: Bill Murray, Scarlett Johansson,
Giovanni Ribisi
*
Clube dos Poetas Mortos
(Dead Poets Society)

1989
De: Peter Weir
Com: Robin Williams, Robert Sean
Leonard, Ethan Hawke

rodapÉ

2008

Palavras que apenas aqui estão para atrair visitantes incautos em busca de coisas mais interessantes:
Sexo, Soraia Chaves, Luciana Abreu, Floribella, vídeos, porno, hardcore, ringtones, desbloquear, crack, mamas, cu, lingerie, bikini, filmes, gay, pornografia, erótico,
erotismo, apresentadora. |