cartaz

As Crónicas de Nárnia: O Príncipe Caspian

(The Chronicles of Narnia: Prince Caspian)

2008

M/6

147 min.

De: Andrew Adamson

Com: Ben Barnes, Skandar Keynes, William Moseley

Joy Division

2007

M/16

93 min.

De: Grant Gee

Vigilância

(Surveillance)

2008

M/18

98 min.

De: Jennifer Lynch

Com: Julia Ormond, Bill Pullman, Pell James

Grande Moca, Meu! A Fuga

(Harold & Kumar Escape from Guantanamo Bay)

2008

M/16

102 min.

De: Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg

Com: Jon Cho, Kal Penn, Neil Patrick Harris

Abrigo

(Riparo - Anis Tra di Noi)

2007

M/16

100 min.

De: Marco Simon Puccioni

Com: Maria de Medeiros, Anna Liskova, Mounir Ouadi

Alucinação

(Shrooms)

2006

M/16

86 min.

De: Paddy Breathnach

Com: Lindsey Haun, Jack Huston, Max Kasch

Tropa de Elite

2007

M/16

115 min.

De: José Padilha

Com: Wagner Moura, André Ramiro, Caio Junqueira

Procurado

(Wanted)

2008

M/16

110 min.

De: Timur Bekmambetov

Com: James McAvoy, Morgan Freeman, Angelina Jolie

Os Amores de Astrea e de Celadon

(Les Amours d'Astrée et de Céladon)

2007

M/12

109 min.

De: Éric Rohmer

Com: Andy Gillet, Stéphanie Crayencour, Cécile Cassel

Os Bórgia

(Los Borgia)

2006

M/16

120 min.

De: Antonio Hernández

Com: Sergio Múñiz, Sergio Peris-Mencheta, Lucía Jiménez

O Panda do Kung Fu

(Kung Fu Panda)

2008

M/4

93 min.

De: John Stevenson e Mark Osborne

Com: Jack Black, Dustin Hoffman, Angelina Jolie (vozes)

Brincadeiras Perigosas

(Funny Games)

2007

M/18

113 min.

De: Michael Haneke

Com: Naomi Watts, Tim Roth, Michael Pitt

Hancock

2008

M/12

95 min.

De: Peter Berg

Com: Will Smith, Charlize Theron, Jason Bateman

Houdini – O Último Grande Mágico

(Death Defying Acts)

2007

M/12

97 min.

De: Gillian Armstrong

Com: Catherine Zeta-Jones, Guy Pearce, Timothy Spall

Speed Racer

2008

M/6

135 min.

De: Andy Wachowski e Larry Wachowski

Com: Emile Hirsch, Christina Ricci, Matthew Fox

O Orfanato

(El Orfanato)

2007

M/12

105 min.

De: Juan Antonio Bayona

Com: Belén Rueda, Fernando Cayo, Roger Príncep

O Meu Irmão é Filho Único

(Mio Fratello è Figlio Unico)

2007

M/12

100 min.

De: Daniele Luchetti

Com: Elio Germano, Riccardo Scamarcio, Angela Finocchiaro

Treze Badaladas

(Trece Campanadas)

2002

M/16

108 min.

De: Xavier Villaverde

Com: Juan Diego Botto, Luis Tosar, Marta Etura

Obsessão Mortal

(The Flock)

2007

M/18

105 min.

De: Wai-keung Lau

Com: Richard Gere, Claire Danes, Ed Ackerman

Padrinho... Mas Pouco

(Made of Honor)

2008

M/12

101 min.

De: Paul Weiland

Com: Patrick Dempsey, Michelle Monaghan, Kevin McKidd

O Acontecimento

(The Happening)

2008

M/12

91 min.

De: M. Night Shyamalan

Com: Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo

Alexandra

(Aleksandra)

2007

M/12

95 min.

De: Aleksandr Sokurov

Com: Galina Vishnevskaya, Vasily Shevtsov, Raisa Gichaeva

O Incrível Hulk

(The Incredible Hulk)

2008

M/12

114 min.

De: Louis Leterrier

Com: Edward Norton, Liv Tyler, Tim Roth

Sexo e a Cidade

(Sex and the City)

2008

M/12

148 min.

De: Michael Patrick King

Com: Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis, Cynthia Nixon

Os Reis da Rua

(Street Kings)

2008

M/12

112 min.

De: David Ayer

Com: Keanu Reeves, Hugh Laurie, Chris Evans

Um Belo Par... de Patins

(Forgetting Sarah Marshall)

2008

M/12

112 min.

De: Nicholas Stoller

Com: Jason Segel, Kristen Bell, Mila Kunis

O Coração da Terra

(El Corazón de la Tierra)

2007

M/12

103 min.

De: Antonio Cuadri

Com: Catalina Sandino Moreno, Sienna Guillory, Joaquim de Almeida

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

(Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull)

2008

M/12

124 min.

De: Steven Spielberg

Com: Harrison Ford, Karen Allen, Cate Blanchett

Lars e o Verdadeiro Amor

(Lars and the Real Girl)

2007

M/12

106 min.

De: Craig Gillespie

Com: Ryan Gosling, Emily Mortimer, Paul Schneider

O Segredo de Um Cuscuz

(La Graine et le Mulet)

2007

M/12

151 min.

De: Abdel Kechiche

Com: Habib Boufares, Hafsia Herzi, Farida Benkhetache

A Ronda da Noite

(Nightwatching)

2007

M/12

134 min.

De: Peter Greenaway

Com: Martin Freeman, Emily Holmes, Eva Birthistle

Loucuras em Las Vegas

(What Happens in Vegas...)

2008

M/12

99 min.

De: Tom Vaughan

Com: Cameron Diaz, Ashton Kutcher, Rob Corddry

Homem de Ferro

(Iron Man)

2008

M/12

127 min.

De: Jon Favreau

Com: Robert Downey Jr, Terrence Howard, Jeff Bridges

A Última Cartada

(21)

2008

M/12

123 min.

De: Robert Luketic

Com: Jim Sturgess, Kevin Spacey, Kate Bosworth

Blade Runner

1982

M/12

117 min.

De: Ridley Scott

Com: Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young

88 Minutos

(88 Minutes)

2008

M/12

108 min.

De: Jon Avnet

Com: Al Pacino, Alicia Witt, Leelee Sobieski

Donkey Xote

2007

M/4

90 min.

De: Jose Pozo

Com: Andreu Buenafuente, David Férnandez, Sonia Ferrer (vozes)

Horton e o Mundo dos Quem

(Horton Hears a Who)

2008

M/4

88 min.

De: Jimmy Hayward e Steve Martino

Com: Jim Carrey, Steve Carell, Carol Burnett (vozes)

Em exibiÇÃO

(Recuso-me a escrever aqui o título português deste filme.)

Renato Carreira

Começo com uma ameaça. Pessoa que traduziu o título de Harold and Kumar Escape from Guantanamo Bay, dirijo-me a ti. Vou descobrir como te chamas, onde moras e far-te-ei uma espera. A seguir, despejo-te um frasco de caramelo inteiro pela cabeça abaixo e atiço-te um formigueiro. De formigas tão más que só existam em documentários da BBC. Depois rio-me enquanto te vejo sofrer. E invento títulos giros para o teu sofrimento. Vai ser um fartote. Nem sequer sei se és a mesma pessoa que baptizou o filme original ou se apenas te limitaste a seguir o molde. Isso não poderá servir-te de desculpa. Além disso, se vier a descobrir que andas há décadas a congeminar títulos desnecessariamente "criativos" apenas porque achas que os filmes se tornam assim mais apelativos para o público nacional (não tornam, apenas para retardados mentais como tu ), terei de te matar. Acredito que a vida humana é preciosa, mas também acredito que há limites. Feita a ameaça, sigamos em frente. É muito fácil olhar para Harold and Kumar Escape from Guantanamo Bay, mesmo com o título original (quem fizer questão de saber qual é o título português, queira consultar a coluna aqui ao lado), e torcer o nariz. Já o era com o filme que o antecedeu (Harold and Kumar Go to White Castle). Mas peço-vos um esforço. Suponhamos que todos os géneros cinematográficos podem produzir bons filmes. Incluindo aqueles géneros que não dão qualquer status a quem diz apreciá-los. Tal como o género da comédia adolescente brejeira. Supondo que esta afirmação absolutamente hipotética fosse verdadeira, dificilmente teríamos melhor exemplo do que o Harold and Kumar original. Original, inteligente na sua baixeza, com situações de comédia real e não apenas sequências intermináveis de rábulas escatológicas e dois protagonistas perfeitos. Este novo capítulo fica uns bons degraus abaixo do seu antecessor, mas vai tendo o apelo acrescido do tema e o prazer malévolo que se tem ao ver um conjunto de assuntos lamentavelmente actuais tratados com tanto arrojo e com uma perspicácia que poderá passar despercebida aos menos atentos.

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Joy Division

Gonçalo Trindade

Joy Division, de Grant Gee, é um notável documentário sobre aquela que foi uma das mais influentes (e, na minha opinião, melhores) bandas dos anos 80. Entrevistando os membros que restam da banda (que formaram depois os também muito conhecidos "New Order"), revisitando a cidade que viu a banda nascer (Manchester dos anos 70), mostrando o percurso da banda, Gee cria um documentário com um verdadeiro poder emocional e narrativo. De facto, toda a influência e toda a qualidade dos Joy Division é aqui revelada, num documentário que mostra não só a banda em si, mas também a sua relevência social. Joy Division é não só sobre a banda que dá o título ao filme, mas também sobre a própria indústria musical da altura, e sobre a forma como a banda se contextualizava dentro da mesma.

Não idolatra, apenas humaniza (tal como Control, complementando-se mutuamente o documentário e o filme de Corbijn) e informa. Tudo isso de forma perfeita e impressionante a nível visual (é um estilo único dentro do género) e sonoro (ouvir aquelas músicas no cinema...). É um documentário talvez tão importante como a banda em si. Imperdível não só para os fãs da banda, mas também para os fãs de música em geral. Ou seja, é para todos. E mostra, de facto, que o legado dos Joy Division se mantém (digam lá se aquele momento com a intersecção entre os New Order e os Joy Division não comove...).

É o melhor documentário que jamais poderiam ser feito sobre os Joy Division, e um exemplo a seguir para os filmes do género.

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DVD

Fixação Oral

(Gilda)

Pedro Figueiredo

Um par de anos mais tarde Sansão teria o seu momento de vingança, quando Orson Welles, em sofisticados preliminares do divórcio que se avizinhava, descolorisse e deitasse abaixo a juba de Rita Hayworth para as filmagens de A Dama de Shangai. Em 1946, porém, Rita era uma fera ruiva que abatia as presas com uma sacudidela de cabelo. E Gilda era anunciada: uma mulher como nunca houvera.

O argumento não é mais do que mediano, e estou a ser simpático. Dois homens, um casino, negócios escuros, uma mulher. Cenários aprazíveis, vestidos elegantes, um strip tease figurado. Mais elemento, menos elemento, é uma história filmada dúzias de vezes. O que torna Gilda um filme digno de nota, o que faz de Gilda mais do que somente Rita, é a perversidade rancorosa que anima as personagens, o desdém, a raiva, a mágoa vingativa, o ciúme, e uma multiplicidade de jogos verbais e visuais que fazem o espectador questionar a sua própria perversidade.

É certo que um charuto, por vezes, é só mesmo um charuto, mas em Gilda fuma-se realmente demasiado. São demasiados indícios, e demasiado óbvios. O primeiro pode passar despercebido, o segundo pode levantar apenas uma vaga suspeita, mas a meio do filme começa a ser difícil conter o impulso de voltar ao início, conferir um diálogo, rever uma cena... E se cada um sabe de si, e Freud sabe de todos, a vós me confesso: para já nem falar nas óbvias referências homossexuais, eu cá contei quatro broches.

Classificação:

Gilda

De: Charles Vidor

Com: Rita Hayworth, Glenn Ford, George Macready

Origem: Ano: 1946

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notícias

Leterrier partilha pormenores do seu Choque de Titãs

O realizador francês de O Incrível Hulk falou ao site francês Ecranlarge do seu remake do clássico de 1981. Sem levantar muito o véu, Louis Leterrier foi dizendo que será uma nova abordagem e não um remake fiel, garantindo que, ao contrário de boatos que circulam, não será filmado exclusivamente contra ecrã azul (como sucedeu com 300. Merecedora de destaque é também a intenção anunciada de homenagear o trabalho de Ray Harryhausen, o homem por trás da animação stop-motion responsável em grande parte pelo sucesso do filme original.

Em exibiÇÃO

Os Amores de Astrea e de Celadon

Renato Carreira

Algures na Gália romana existe uma região povoada apenas por pastores e druidas. Aldeias inteiras de pastores tocando pífaro e dados à contemplação e aos sonetos e o ocasional mosteiro de druidas e respectivas filhas envoltas em túnicas diáfanas. É nessa região peculiar e nesta realidade histórica duvidosa que se desenrola o romance da bela Astrea e do não menos belo Celadon. Não que os restantes pastores e pastoras sejam uns camafeus. Antes pelo contrário. Todos têm tez clara (menos o único pastor brejeiro e rude, claro está), expressão plácida, cabelos generosos e guarda-roupa de teatro amador elaborado por uma costureira especializada em terilene e sem grandes conhecimentos de história do vestuário. O último filme do veterano Éric Rohmer tem a esperada perfeição plástica, partindo de L'Astrée, romance francês do século XVII, sem tentar aproximar o rocambolesco enredo amoroso da nossa realidade. Quando Astrea decide repelir Celadon por o ter visto atrás de uma árvore na companhia de uma pastora e este, desgostoso, se atira ao rio, sendo resgatado por uma beldade que se afeiçoa a ele e decide mantê-lo preso no seu castelo, não importará sequer que isto tudo nos dê vontade de trepar para o ecrã e incendiar o cenário bucólico para ver se aquela gente se deixa de lirismos. Quem conseguir ignorar esse impulso e sobreviver ao arrastar dos vinte minutos iniciais (pronto... dos quarenta) será premiado com uma experiência cinematográfica de valor artístico indesmentível. Se alguém preferir gauleses mais mexidos, talvez seja melhor ficar-se pelos livros do Astérix.

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Tropa de Elite

Renato Carreira

Depois de Cidade de Deus, o cinema brasileiro parece ter feito uma descoberta. "Quer dizer", diz o senhor produtor brasileiro com aspirações, "que essa violência urbana que nos rodeia não é só motivo para ter vergonha e para morar em condomínios-fortaleza mas também podemos fazer filmes sobre ela? Que legal!" A receita é infalível. Se, para tentar atingir o mesmo realismo e calibre violento, os produtores de Hollywood têm de abandonar o solário e aprovar a mais recente aglomeração de todos os modelos já esgotados, os brasileiros precisarão apenas de abrir uma janela, espreitar para fora e contar os enredos potencias visíveis à vista desarmada. Enquanto tentam não levar um tiro, claro. Porque é assim o Brasil. Sem exageros. Qual Iraque, qual quê! As comparações entre Cidade de Deus e Tropa de Elite ficarão por aqui. Se o primeiro era um entrelaçar de histórias humanas num cenário de violência extrema, o segundo será um entrelaçar de episódios de violência extrema num cenário onde vai havendo um ou outro ser humano (estão lá para servir de alvo). O filme é baseado no livro Elite da Tropa (não é piada, juro), da autoria de um sociólogo e de dois antigos oficiais da temida unidade de elite da polícia militar brasileira, o BOPE, assim chamado porque "bope!" é o som que faz um crânio humano ao ser atingido por uma bala (ou porque significa Batalhão de Operações Policiais Especiais, escolham a explicação mais apetitosa). A história do espartano Capitão Nascimento (Wagner Moura com a sua paradoxal face imberbe) e dos dois jovens e idealistas recrutas do BOPE é sólida e agradará bastante aos apreciadores de cinema balístico, mas, quem esperar reflexão ou a correspondência plena ao mediatismo internacional que o filme traz consigo (venceu o Urso de Ouro em Berlim), talvez saia da sala um pouco desiludido.

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notícias

Robert Downey Jr. quase confirmado como o Sherlock Holmes de Guy Ritchie

O realizador Guy Ritchie (Snatch e Lock, Stock and Two Smoking Barrels) tem andado a congeminar uma nova abordagem ao célebre detective, supostamente mais negra e mexida e não tão puramente cerebral como as anteriores, e a sua escolha de protagonista não foi tão elementar como se poderia esperar. Em vez de um actor britânico, Ritchie deseja ver Robert Downey Jr. com o chapéu de caçador e o cachimbo, não se deixando amedrontar pela nacionalidade americana. O actor está a finalizar as negociações com a Warner Bros e o filme terá estreia marcada para 2009.

Darren Aronofsky discute Robocop com a MGM

O desejo de ressuscitar Robocop nos ecrãs já não é novo e tudo indica que o projecto irá mesmo para a frente (já se angariam financiadores). A novidade está no realizador que se tem monstrado interessado em liderar o remake. Darren Aronofsky (com reputação de visionário conquistada com filmes como Pi ou Requiem for a Dream) e a MGM estão em fase de esgrimir ideias e esperam-se novidades para breve. A data provisória de estreia é 2010.

Em exibiÇÃO

O Panda do Kung Fu

Renato Carreira

Um dos problemas das grandes produções de animação é que, por vezes, tamanha é a preocupação em aplicar ao máximo todas as potencialidades da tecnologia e em criar bonecos enternecedores (que darão brindes chamativos para os Happy Meals da McDonald's) que se esquece o resto. E o resto será uma história com grau de complexidade que consiga agradar a espectadores de idade superior a três anos, um enredo minimamente racional, personagens com alguma profundidade e situações que suscitem uma gargalhada ocasional e não apenas gemidos de "oooooooooh, que fofinho". Felizmente, O Panda do Kung Fu tem tudo isto e também o tal aproveitamento das imensas potencialidades tecnológicas ao dispor dos animadores dos nossos dias. Jack Black (a voz do panda Po) e Dustin Hoffman (a voz do mestre Shifu) assumem o essencial da empreitada, secundados por um elenco de peso (Angelina Jolie, Jackie Chan, Lucy Liu e os comediantes Seth Rogen e David Cross), ainda que devam ter sido pagos à palavra, visto que nenhum deles diz mais do que meia dúzia de frases durante o filme todo. Quem optar pela versão dobrada, poderá deliciar-se com as vozes de Marco Horácio, José Raposo, Fernanda Serrano e Joaquim de Almeida. No fundo, é como comparar uma ária de Verdi a um peido.

Classificação:

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Brincadeiras Perigosas

Renato Carreira

Qual será o propósito de pegar num dos melhores e mais originais filmes da década de noventa e fazer um remake, passados apenas onze anos, assinado pelo mesmo realizador, com a mesma história, a mesma sucessão de eventos (ao milímetro), os mesmos diálogos, os mesmos cenários, os mesmos planos, a mesma banda sonora, o mesmo guarda-roupa e actores parecidos? As diferenças mais notórias (salvo falhas de memória) serão a consola PSP que o filho do casal segura no início do filme e que ainda não existia em 97, o telemóvel mais moderno e o cão da família que, se bem me lembro, era um pastor alemão no original. Ah. E, claro, o facto de o filme se passar nos Estados Unidos e não na Alemanha (ainda que a paisagem envolvente seja uma cópia quase perfeita) e de ser protagonizado por actores americanos e não por actores alemães e austríacos, sendo que os primeiros, por maiores que sejam os seus méritos, abdicam de representar para arremedar o elenco original, tão próxima é a colagem. Ainda que não se possa dizer que é um filme mau, mesmo sabendo a comida requentada para quem conhece o original, mantém-se a incredulidade. Porquê? Apenas porque alguém achou que o público americano é alérgico a filmes falados noutras línguas que não a sua e entendeu que deviam ter oportunidade de ver este? Perfeitamente aceitável. Só que nós não temos nada a ver com o assunto.

Classificação:

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DVD

Plástico

(A Primeira Noite)

Pedro Figueiredo

The Graduate, que recebeu o muito desinteressado título português A Primeira Noite, é um filme sobre angústia, solidão, carência, e plástico. Abre com o regresso de Benjamin (Dustin Hoffman, em início de carreira) a casa dos pais, após ter terminado a universidade, numa sequência que Tarantino viria a homenagear, como soi dizer-se, em Jackie Brown. Benjamin, apavorado e confuso, tenta decidir o que fazer da vida e da carne. Não creio que chegue a decidir porra nenhuma, mas vai fazendo disparates (designadamente sexo) e vai desenvolvendo sentimentos (optimisticamente, amor) ao som de Simon & Garfunkel. Não parece mesmo nada, mas é uma comédia. Uma dorida comédia. O crítico dirá que tal se deve ao facto de a vida ser uma coisa dolorosa mas cómica, ou talvez dolorosa porque cómica. E dirá que é um filme de geração, totalmente datado. Eu,que não sou crítico mas ainda respiro, digo que vi bastantes filmes bem melhores do que este, mas poucos de que goste mais do que deste. Talvez que a frase não faça grande sentido. Talvez que o filme também não. Mas há poucas coisas que façam sentido na vida para além do riso e do plástico.

Serviços de valor acrescentado:

- Art Garfunkel (o Garfunkel dos Simon & Garfunkel) seria, poucos anos volvidos, um dos protagonistas de um outro filme do mesmo Mike Nichols, chamado "Iniciação Carnal". Nunca vi. Tenho medo que o iniciado seja o Garfunkel, e que a carnalidade seja exposta.

- Para os leitores com menos reflexos, com software menos adequado, ou sem pilhas no telecomando: sim, avançando fotograma a fotograma consegue ver-se a Anne Bancroft nua. E não digam que é um duplo, que eu perdi uma tarde nisto e mereço alguma compensação.

Classificação:

A Primeira Noite (The Graduate )

De: Mike Nichols

Com: Anne Bancroft, Dustin Hoffman, Katharine Ross

Origem: Ano: 1967

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quote du Jour

Ghost World

Nuno Silva

Ghost World, a fabulosa BD de Daniel Clowes viu a sua transposição para película ser feita em 2001 pela mão de Terry Zwigoff.
Ignorado por muitos, elogiado por outros, Ghost World é uma visão desencantada do fim da adolescência e de todos os problemas que isso acarreta. Apesar do tom agridoce transmitido praticamente durante toda a acção é impossível não se sentir um certo aperto no estômago quando tudo termina.

Rebecca: This is so bad it’s almost good.
Enid: This is so bad it’s gone past good and back to bad again.

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Em exibiÇÃO

O Coração da Imagem

(Speed Racer )

Gonçalo Trindade

Nunca houve nada como Speed Racer. É provável que jamais volte a haver algo como Speed Racer. Os irmãos Wachowski fizeram aqui algo de verdadeiramente incrível, um filme único, uma verdadeira delícia visual, que prende o espectador do início ao fim com as suas constantes imagens em movimento, de uma energia e espectacularidade verdadeiramente notável. Mas aquilo que é talvez o mais notável em Speed Racer, aquilo que o torna o grande filme que é (será provavelmente dos melhores que verei este ano), é o facto de visualmente ser incrível, sim... mas a história tem um coração enorme. A corrida final tanto delicia os olhos como coloca o espectador a torcer pelo herói, comovendo-o com a sua história e as suas personagens. O visual é incrível, sim... mas também o é o coração desta maravilhosa história sobre a importância da família, o poder da arte acima da indústria, e a descoberta de objectivo pela qual passam todos os jovens. As suas personagens não sao simples "objectos", simples dispositivos feitos para dar uma história a um filme ao qual só interesa o visual. Aqui as personagens são, de facto, personagens... com profundidade, humanidade... e o visual do filme alia-se ao coração da história. Completam-se.

Speed Racer é, pois, tecnicamente magnífico (desde o bom trabalho de Hirsch até à bela banda-sonora de Giacchino), único (confirmação da mente visionária dos Wachowski... já mencionei que sou dos poucos que adorou toda a trilogia Matrix?), tem um grande e belo coração e é, quanto a mim, dos filmes que mais recordarei com afecto quando este ano cinematográfico tiver passado. Não sei se será o melhor blockbuster do ano (veremos no final do Verão... e ainda vamos ter o Wall-E...), mas será sem dúvida, no mínimo dos mínimos, o mais único e o mais ambicioso.

Classificação:

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Houdini - O Último Grande Mágico

Renato Carreira

O Houdini de Death Defying Acts é um homem que se aborrece facilmente. Viajar constantemente pelo mundo, ser acorrentado pelos pés debaixo de água ou com um colete de forças vestido, emergindo triunfante como o maior escapista de todos os tempos acaba por cansar e não admira que o pobre homem procurasse distrair a mente com outros assuntos menos aborrecidos. Por exemplo, com a ambição de provar ou negar a possibilidade de contactar o espírito dos mortos através da oferta de uma recompensa aos médiuns que a isso se prestassem. Para esse fim, recorre ao estratagema de encerrar num cofre um envelope lacrado contendo as últimas palavras que a sua mãe lhe dirigiu e esperando que alguém lhas consiga repetir. A candidata seleccionada para a proeza é Mary McGarvie (Catherine Zeta-Jones), uma vidente, embusteira e dançarina exótica, que costuma actuar em palcos de variedades com a filha Benji (Saoirse Ronan) como assistente. Estariam reunidas as condições para um thriller pseudo-sobrenatural emocionante, uma espécie de novo The Prestige, mas Gillian Armstrong não se quis ficar por aí. O ilusionista obcecado pela mãezinha e a vigarista acabam por se apaixonar e os diálogos melosos sucedem-se com a rapidez de truques de mão. Guy Pearce é competente como Houdini, sem fazer esquecer o desgraçado protagonista de Memento ou o/a Felicia de Priscilla, Rainha do Deserto. Catherine Zeta-Jones está perfeita no papel de Catherine Zeta-Jones, mesmo com o sotaque escocês, e a jovem Saoirse Ronan, que tão bem esteve em Expiação, consegue irritar apenas ligeiramente como uma espécie de Oliver Twist de saias (mas com calções e sem ser órfã).

Classificação:

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dvd

Polícia Violento

Renato Carreira

A postura do cidadão comum perante o agente policial alterna entre dois grandes moldes genéricos. Por um lado, quando nos sentimos oprimidos pela lei e pelos seus executores, achamos que estão por todo o lado, à caça das nossas falhas e com a punição pronta. Quando é o outro extremo do espectro a oprimir-nos, a coisa muda de figura e parece-nos que os polícias nunca estão onde são precisos e nunca são tão duros como deveriam ser. Azuma, o protagonista de Polícia Violento agradaria aos cidadãos que se deixam dominar temporariamente por este segundo estado de espírito. Aos outros, nem por isso. Bem-humorado entre amigos e colegas, sempre de sorriso pronto e palavra afável, irmão extremoso de uma jovem com problemas psiquiátricos, transforma-se perante os malfeitores (e o seu conceito de malfeitor é muito abrangente) num bruto implacável que prefere pontapear alguém nos dentes primeiro e pensar no assunto depois. Primeiro filme realizado por Takeshi Kitano, provavelmente com o recorde para maior número consecutivo de tabefes aplicados a uma mesma personagem (vinte e três).

Classificação:

Polícia Violento (Sono Otoko, Kyôbô ni Tsuki)

De: Takeshi Kitano

Com: Takeshi Kitano, Maiko Kawakami, Makoto Ashikawa

Origem: Ano: 1989

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destaques

Lista: Filmes de Polícias

Lista: Filmes de Ladrões

5 Elementos: Tom Cruise

5 Elementos: John Travolta

A caminho

24 de Julho

Eu Servi o Rei de Inglaterra

O Cavaleiro das Trevas

Baile de Outono

14 de Agosto

WALL-E

25 de Julho

The X-Files: I Want to Believe

American Teen

Baghead

título atroz

-quadro de honra das piores traduções de títulos do cartaz nacional-

Grande Moca, Meu! A Fuga (Harold & Kumar Escape from Guantanamo Bay)

Um Belo Par... de Patins (Forgetting Sarah Marshall)

Padrinho... mas Pouco (Made of Honor)

Houdini - O Último Grande Mágico (Death Defying Acts)

links

Listas

Filmes de Polícias

Não fui eu, senhor agente. Juro que não. Foi aquele tipo com ar suspeito ali do outro lado da rua. A carteira? Achei-a no passeio, pois então. E já não tinha dinheiro dentro. Nem cartões.

Serpico

1973

De: Sidney Lumet

Com: Al Pacino, John Randolph, Jack Kehoe

*

Entre Inimigos

(The Departed)

2006

De: Martin Scorsese

Com: Leonardo DiCaprio, Jack Nicholson, Matt Damon

*

Robocop

1987

De: Paul Verhoeven

Com: Peter Weller, Nancy Allen, Ronny Cox

*

A Fúria da Razão

(Dirty Harry)

1971

De: Don Siegel

Com: Clint Eastwood, Harry Guardino, Reni Santoni

*

LA Confidencial

(LA Confidential)

1997

De: Curtis Hanson

Com: Kevin Spacey, Russell Crowe, Guy Pearce

Filmes de Ladrões

A bolsa ou a vida. Hmm? Peço desculpa. Expliquei-me mal. A bolsa e a vida. Ah!

Cães Danados

(Reservoir Dogs)

1992

De: Quentin Tarantino

Com: Harvey Keitel, Tim Roth, Michael Madsen

*

Dois Homens e Um Destino

(Butch Cassidy and the Sundance Kid)

1969

De: George Roy Hill

Com: Paul Newman, Robert Redford, Katharine Ross

*

Infiltrado

(Inside Man)

2006

De: Spike Lee

Com: Denzel Washington, Clive Owen, Jodie Foster

*

Ocean's 11

2001

De: Steven Soderbergh

Com: George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon

*

O Caso Thomas Crown

(The Thomas Crown Affair)

1999

De: John McTiernan

Com: Pierce Brosnan, Rene Russo, Denis Leary

5 elementos

Tom Cruise

Gonçalo Trindade

Top Gun

1986

*

Nascido a 4 de Julho

(Bourn on the 4th of July)

1989

*

De Olhos Bem Fechados

(Eyes Wide Shut)

1999

*

Relatório Minoritário

(Minority Report)

2002

*

Missão Impossível 3

(Mission Impossible III)

2006

John Travolta

Renato Carreira

Febre de Sábado à Noite

(Saturday Night Fever)

1977

*

Grease

1978

*

Pulp Fiction

1994

*

Terra - Campo de Batalha

(Battlefield Earth)

2000

*

Uma Canção de Amor

(A Love Song for Bobby Long)

2004

pesquisa

os filmes de:

Maria Melo

Professora

*

Eduardo Mãos de Tesoura

(Edward Scissorhands)

1990

De: Tim Burton

Com: Johnny Depp, Winona Ryder, Dianne Wiest

*

Lost in Translation

2003

De: Sofia Coppola

Com: Bill Murray, Scarlett Johansson, Giovanni Ribisi

*

Clube dos Poetas Mortos

(Dead Poets Society)

1989

De: Peter Weir

Com: Robin Williams, Robert Sean Leonard, Ethan Hawke

rodapÉ

2008

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